Spotify pagou mais de 11 bilhões de dólares à indústria musical em 2025, o maior pagamento anual de qualquer varejista único na história da música gravada.
Mas para onde esse dinheiro realmente vai?
Um único stream de uma música não gera um pagamento simples. Ele ativa royalties em dois sistemas de direitos autorais separados: a gravação sonora e a composição musical. Esses royalties passam por organizações diferentes, em cronogramas diferentes, antes de chegar a artistas, selos, compositores, editoras e outros detentores de direitos.
Resposta rápida: Para onde vai o dinheiro do streaming do Spotify?
Quando uma música é tocada no Spotify, Apple Music, Deezer ou outro DSP, a receita é dividida entre dois caminhos principais de royalties:
- Royalties de gravação sonora Pagos ao selo, distribuidor ou detentor dos direitos de gravação.
- Royalties de composição Pagos a compositores e editoras através de royalties mecânicos e royalties de performance.
Os DSPs geralmente retêm aproximadamente 30% da receita. A participação restante flui para os detentores de direitos de gravação e composição, mas não através de um sistema único.
O que são os dois direitos autorais em uma música?
Cada música gravada contém dois direitos autorais separados, e é aqui que a maioria da confusão começa.
1. A gravação sonora
A gravação sonora, geralmente chamada de master, é a versão gravada específica de uma música. É geralmente propriedade do artista, selo ou de quem financiou a gravação.
2. A obra musical
A obra musical, também chamada de composição, é a música subjacente: a melodia e a letra. É propriedade do compositor e pode ser administrada por uma editora musical.
Essa divisão é a raiz da maioria da complexidade de royalties. Um stream gera dinheiro para ambos os direitos autorais, mas cada direito segue um caminho de pagamento diferente.
Esses direitos autorais são gerenciados por organizações diferentes e pagos através de sistemas completamente diferentes. Quando uma música é tocada em Spotify, Apple Music, Deezer ou outra plataforma, ambos os direitos autorais geram receita simultaneamente. No entanto, o dinheiro segue caminhos muito diferentes para chegar às pessoas a quem pertence.
Essa divisão é a raiz de quase toda a complexidade nos royalties musicais. É também onde o dinheiro tem maior probabilidade de ser atrasado, não correspondido ou realocado incorretamente.
Um ponto importante para começar: quando a receita entra de assinaturas e publicidade, os DSPs geralmente retêm aproximadamente 30% antes da participação restante fluir para os detentores de direitos. Isso varia dependendo da plataforma, território, tipo de assinatura e estrutura de licenciamento.