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Além das playlists: conquistando fãs reais nas DSPs em 2025

Além das playlists: como conquistar fãs reais nas DSPs em 2025

O que realmente é preciso para expandir audiências no streaming hoje e por que resultados imediatos não são suficientes

Em 8 de julho, a Revelator realizou um webinar ao vivo com Sam Lee, fundador e diretor da Songular, uma agência de estratégia de streaming que trabalha com artistas como Joji, Eliza Rose, Gorillaz e Zara Larsson. Com experiência prática em editoriais de DSP e execução de campanhas, Sam se juntou a nós para discutir como as equipes de música estão construindo o engajamento duradouro dos fãs nas plataformas de streaming em 2025.

Confira abaixo os principais aprendizados da conversa — além de ideias práticas para ajudar gravadoras e artistas a transformar ouvintes em fãs fiéis no Spotify, YouTube, Apple Music e muito mais.

Resumindo: como conquistar fãs reais nas DSPs em 2025

Esqueça as vitórias rápidas. O crescimento sustentável do artista nas plataformas de streaming hoje vem de uma estratégia bem pensada, narrativa consistente e engajamento verdadeiro com o público. O que mais importa:

  • Playlists são só o começo — foque em ouvintes recorrentes, salvamentos e crescimento algorítmico.
  • Meça os sinais certos, como reproduções por ouvinte e adições a playlists de usuários, para acompanhar o interesse verdadeiro dos fãs.
  • Faça um pitch estratégico e envie com antecedência — especialmente para álbuns e EPs. Metadados e timing fazem diferença.
  • Use ferramentas de campanha com propósito — não dependa do Marquee ou Discovery Mode sem um plano claro.
  • Olhe além do Spotify — YouTube Shorts, Shazam, Audiomack e a rádio global da Apple também são ótimos para descoberta.
  • Pense em ondas, não em semanas — estenda as campanhas por 3 a 6 meses, com conteúdos inéditos, novos formatos e ativações em diferentes mercados.
  • Domine o relacionamento — invista em ferramentas diretas com o fã e comunidades que vão além das métricas de streaming.

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Playlists não são a linha de chegada

Conseguir entrar em uma grande playlist ainda parece um marco, mas as campanhas de maior sucesso tratam isso apenas como o começo. Uma faixa que entra em Fresh Finds R&B, por exemplo, pode gerar alguns milhares de reproduções, mas o verdadeiro impulso acontece quando essa energia se transfere para canais algorítmicos como o Spotify Radio. Em uma campanha recente, uma música que conquistou apenas 3.500 streams vindos de playlists editoriais logo estava gerando mais de 70.000 apenas pelo Spotify Radio.

Para chegar lá, as equipes precisam priorizar salvamentos, audições repetidas, playlists criadas por usuários e sinais reais de conexão com os fãs. Um espaço em playlist pode apresentar a faixa, mas o engajamento profundo é o que faz ela permanecer.

Saiba o que acompanhar (e o que ignorar)

A maioria dos painéis de streaming tem dados de sobra. Mas alguns indicadores específicos oferecem uma visão confiável sobre se uma faixa está transformando ouvintes casuais em fãs:

  • Streams por ouvinte: Ver de 4 a 5 streams por ouvinte nos primeiros dias geralmente sinaliza uma resposta forte.
  • Adições em playlists de usuários: Quando fãs adicionam uma faixa às próprias playlists, é um sinal mais relevante do que exposição passiva.
  • Em repetição (via Spotify for Artists): Mostra quais faixas permanecem e viram parte da rotina do ouvinte.

“Streams por ouvinte é um dos sinais mais subestimados. Se esse número é alto nos primeiros dias, você sabe que algo está realmente conectando.”

Para análise de coorte mais profunda e acompanhamento de tendências, ferramentas como Music Tomorrow ajudam a mapear o comportamento a longo prazo e o desempenho do lançamento em diversas plataformas.

Construa para o algoritmo sem correr atrás dele

A melhor forma de influenciar os algoritmos de streaming não é através de truques, mas sim por meio de ações consistentes que destacam o interesse real dos fãs. Estes são os fundamentos que continuam funcionando:

  • Complete o perfil: atualize letras, canvas, bios e o Artist Pick para dar um panorama completo às plataformas.
  • Gere engajamento logo cedo: coordene imprensa, pitching editorial e impulsos nas redes sociais para criar atividade nas primeiras 48 horas.
  • Use playlists do artista de forma intencional: colocar lançamentos ao lado de artistas de gêneros próximos ajuda algoritmos e editores a entender onde você se encaixa.

“O algoritmo não é mágica. Ele apenas responde aos sinais. Se os fãs aparecem, ele também aparece.”

O editorial evoluiu e ainda importa

Playlists editoriais continuam valiosas, mas dificilmente impulsionam crescimento a longo prazo sozinhas. Pense nelas como um gatilho, não como o destino final. O verdadeiro benefício é quando elas iniciam um movimento em rádio, playlists algorítmicas e no comportamento dos fãs.

Para aumentar as chances editoriais:

  • Envie cedo, especialmente para EPs e álbuns
  • Marque corretamente o gênero e subgênero nos metadados
  • Escreva o pitch de 500 caracteres de forma contextual e específica

O mais importante: alinhe seu planejamento de lançamento a uma história maior. Um pitch que explica claramente por que esse lançamento importa agora tem mais chance de se destacar.

Entregue cedo e dê tempo para os editores ouvirem

Se você realmente quer apoio editorial, o timing importa. Para álbuns e EPs, certifique-se de entregar o projeto pelo menos quatro semanas antes do lançamento. Os editores precisam de tempo para absorver a música, entender o contexto e pensar em como ela se encaixa na programação. Submissões tardias podem perder completamente essas conversas internas.

Até singles se beneficiam de entregas antecipadas. Pelo menos 14 dias antes do lançamento permite que equipes de pitching (seja pelo Spotify for Artists, Apple Music for Artists ou pelas ferramentas do seu distribuidor) façam seu trabalho direito. Quanto mais cedo seus metadados e músicas estiverem no sistema, maior a chance de serem analisados e bem posicionados.

💡 Use nosso Planejador de Lançamento DSP para organizar prazos e manter seu cronograma em dia.

Ferramentas de campanha: quando e como usar o kit do Spotify

Kit de Campanha do Spotify: Marquee, Showcase e Discovery Mode oferecem alcance significativo, mas essas ferramentas devem servir a uma estratégia — não substituí-la.

  • Marquee é melhor para momentos de anúncio, como lançamento de álbum ou colaboração importante
  • Showcase ajuda a reativar o catálogo ou destacar lançamentos esquecidos
  • Discovery Mode deve ser usado somente quando uma faixa já mostra sinais de vida

Investir nessas ferramentas faz mais sentido quando os dados dos fãs justificam o gasto. Sem tração orgânica, o impulsionamento pago vai parecer desconectado.

Além do Spotify: o que outros DSPs oferecem

O Spotify é dominante, mas não é o único lugar onde acontece descoberta. Dependendo do gênero, do mercado e do formato, outras plataformas podem surpreender.

YouTube Music e Shorts

Ainda é a plataforma de música mais usada no mundo. Os Shorts estão proporcionando descobertas rápidas e, muitas vezes, superam o TikTok em termos de longevidade. Conteúdo visual forte, lives, performances e edições criativas podem transformar curiosos em fãs engajados.

Explore as ferramentas do YouTube for Artists

TikTok

O período para viralizar no TikTok é cada vez mais curto, mas consistência e originalidade continuam funcionando. Construir um tom reconhecível, manter a personalidade do artista e usar a música nativamente nos conteúdos são chaves para fazer da plataforma parte de uma estratégia maior — e não uma distração.

Apple Music, Shazam e Rádio Global

O Shazam pode revelar tração geográfica antes de aparecer em outros dados. O ecossistema global de rádio da Apple — do Beats 1 a mais de 40.000 estações — oferece dados que a maioria das equipes quase não usa.

Visite o Apple Music for Artists para explorar ferramentas e análises.

SoundCloud e Audiomack

Para hip-hop, eletrônico, drill e afrobeats, essas plataformas geralmente constroem a primeira camada de fãs. Muitos artistas desenvolvem seus seguidores mais ativos fora do Spotify. Usar esses espaços como parte de uma campanha em camadas pode abrir novas bases de fãs e criar ciclos de feedback mais ricos.


A jornada do ouvinte: um exemplo real

Um fã descobre Eat Quiche, Sleep, Repeat do Getdown Services através de uma playlist do Spotify.
Ele visita o perfil da banda, faz o pré-save do próximo EP, confere datas da turnê, assiste vídeos de shows ao vivo no YouTube, compra ingressos e, por fim, entra para o fã-clube.

Tudo isso acontece em seis semanas.

“É assim que deve ser a jornada de um grande fã. Começa com uma boa faixa, mas é o ecossistema que faz o ouvinte permanecer.”

Planeje campanhas que durem mais que a semana do lançamento

Em 2025, as campanhas mais eficazes vão de três a seis meses. Isso não significa bombardear fãs com conteúdo constante, mas sim planejar por ondas.

  • Versões e remixes devem ter propósito: ampliar público, cruzar fronteiras ou contar novos lados da história
  • Colaborações com artistas de outros mercados podem impulsionar apoio algorítmico em novos territórios
  • Narrativas pós-lançamento — diários de turnê, gravações ao vivo e entrevistas — prolongam a vida útil de uma faixa e aprofundam a relação com os fãs

O que esperar para equipes que olham para frente

Para construir crescimento sustentável, cada vez mais empresas investem em:

  • Ferramentas diretas ao fã: listas de e-mail, drops de merch e integrações de ticket que permitem relacionamento direto
  • Espaços de comunidade de fãs: grupos no Discord, transmissões privadas e eventos exclusivos para os superfãs se sentirem vistos
  • Sistemas de conteúdo, não apenas ações pontuais: estabelecer uma cadência realista com base na energia e no ritmo criativo do artista

Campanhas em 2025 não significam correr atrás de tendências. São sobre facilitar para que fãs descubram, permaneçam e compartilhem.

Considerações finais

Crescer fãs reais em 2025 exige mais do que saber usar plataformas. Requer uma abordagem estruturada e de longo prazo, conectando estratégia, criatividade e execução em vários canais.

Gerenciando um artista ou um catálogo inteiro, aqui vão cinco lições para aplicar na próxima campanha:

  • Pense em camadas, não só em lançamentos
  • Meça o que importa: salvamentos, audições repetidas e adições em playlists
  • Use ferramentas intencionalmente
  • Diversifique a descoberta em diferentes DSPs
  • Construa jornadas de fãs, não só momentos

Não existe receita única para o sucesso. Mas as equipes que planejam com intenção e seguem curiosas sobre o que realmente funciona são as que estão construindo carreiras de verdade — e não apenas buscando playlists ou virais momentâneos.